Sunday, March 30, 2008

história, verdades e mentiras

Sei lá, tanta coisa eu tenho aqui pra te dizer...
Tanta coisa eu tenho em mim pra falar pra você.
Tanta coisa eu tinha mas não tenho mais, tanta coisa que ficou pra trás, mas agora vai.
Agora vai ficar meio ridículo, como todas as cartas de amor, que eu nunca te escrevi.
Agora, se você tivesse aqui, se você quisesse ouvir, agora, se você pudesse me seguir, eu ia te levar pra conhecer todo aquele sentimento que eu não soube te dizer.
Se você pudesse vir, se você pudesse ver, aqui dentro, onde o tempo não soprou o vento que faz esquecer, eu ia dizer tudo de uma vez...
Não sei, eu acho que eu não ia dizer nada.
Ou fazia tudo ao mesmo tempo, gritando o meu silêncio na nossa voz calada.

Um lábio sabe mais que um sábio diz saber.
Sei lá... A língua lambe mas não sabe o que dizer.
Sei lá... A lábia fala mas não faz acontecer.
Sei lá... E o silêncio fica imenso sem você.

Vem aprender, deixa a vida ensinar.
Se a vida não souber a gente pode improvisar.
Se você tivesse aqui pra me ajudar, trazendo o seu perfume pra desentristecer meu ar...
Ah, que perfume bom, Djavan no som, o gosto bom do seu batom...
Um sonho quando é bom não devia ter fim.
E quando vira pesadelo fica tão ruim.
A sua imagem na imaginação, mas sem você na cama é sempre a mesma solidão.
A solidão que dói, a solidão que mói, a solidão que me destrói.

Refrão

Antes, o som do silêncio era excitante, só que sem você é sufocante.
Dizem que o amor deixa a gente mais completo, mas eu sou metade, só metade sem você por perto.
E se você consegue rir me vendo chorar, eu não preciso saber.
Vira o seu riso pra lá.
Mas se você prefere me ver numa boa, por que não?
Pode te dar mais prazer do que me ver no chão.
Se você passar por cima assim você me pisa, com essa pose de desprezo, com esse peso que me pira e que me tira toda chance de recuperação.
Que piração: tô na procura por uma cura pro meu coração.
E na loucura da procura eu procurei você, e fiz uma procuração.
É, pro coração, pra curar o coração e deixar o cara são...
Pronto pra outra lição.

Sunday, March 16, 2008

inquietações recorrentes

E lá estava eu encontrando com ele novamente. Como sempre numa festa, cheia de gente, rodeada de pessoas conhecidas. Para mim aparentemente isso era muito bom, pois eu sabia que, nessas situações, raramente ele se aproximava de uma forma, digamos, direta!

No entanto, são tantos ses (plural de se, se é que existe!) rondando essa história inventada e criada na cabeça dos principais atores e de alguns coadjuvantes, que até fico cansada para pensar e encarar o fato de querer realmente me lançar nisso.

Minha coragem se limita a percorrer o mundo atrás de novas paisagens e novas culturas mas não venha me pedir para mudar meu jeito de viver, sustentado há tanto tempo por um relacionamento com uma pessoa agradável que eu sei (?) que me ama. Isso é realmente demais. Por que motivo realmente eu faria uma loucura dessas?

...

Monday, March 03, 2008

instintos codificados

Conversando com minha mãe sobre o nascimento dos filhotes da Fada (labrador negro lindo), ela me contou que antes de começar o "trabalho de parto", Fada começou a tentar "cavar" um buraco no chão do banheiro. Logicamente que ela não conseguiu, uma vez que o chão do banheiro está coberto com azulejos.

A pergunta que surge é: por que a Fada tentou cavar um buraco? Pra proteger os filhotes? Ela nunca havia visto nenhuma cadela tendo filhotes, como ela sabia o que deveria ser feito?

Ok! A resposta pode ser é o instinto. Correto, perfeito, é isso mesmo! No entanto, será que o instinto dos animais e até os nossos mesmo estão, de alguma forma, codificados em nosso código genético, mais comumente conhecido como DNA?

Esse post é mais para eu me lembrar de procurar respostas para essas perguntas. Acredito que uma boa tarde de consultas no google possa resolver essas dúvidas.

Soundtrack: Layla - Eric Clapton