Tuesday, August 25, 2015

Direção

The reason is still open...

"Ainda vai levar um tempo pra fechar o que feriu por dentro...Natural que seja assim..."

A pergunta que permeia é: Por que você não esperava? Por que daquele frasco seria o último lugar que você esperaria sair tão grosso e forte veneno? Quando essa cor mudou de vinho para .... verde?

Saturday, August 15, 2015

Segue o seco

" Podia ao menos querer explicar o inexplicável. Demonstrar que se importa ou que respeitou algum dia algo que houve. Para o afastamento, definitivamente a indiferença e demonstração de ausência de afeto para com o próximo fazem um papel vital nessa morte. Mas o melhor que tem dentro de mim procura buscar o melhor que deveria haver dentro do outro. Porém, não terei essa resposta até que o outro inteiro possa se apresentar nu e sem orgulho ou ego. Não basta mergulhar sozinho. Há de derramar um pouco sobre aquele que te fez sentir...bem..."


Soundtrack: Segue o seco (Marisa Monte)

Tuesday, August 11, 2015

So be it

Enfim algo que valha a pena refletir. Pensamentos soltos de um autor que há tempos não lia - Tomaz.

" Tinha dormido tarde e se encontrava meio adoentado. Os olhos além de caídos estavam mais inchados do que o normal. Durante o tempo em que ficou deitado esperando o sono chegar, sua cabeça foi longe, vagou por entre espaços e sensações como se pudesse dizer - Respire, durma e espere.
. . .
Saiu atordoado com a notícia. O que saia do local era uma casca sem vida, olhos sem direção, a boca contendo apenas um cigarro. Passaria horas tentando digerir e ver que, parte de onde o seu pequeno mundo se apoiava era fumaça. A mesma que entrava e saia dos seus pulmões a medida que ele andava a esmo. Não conseguiu sequer derramar uma lágrima. Elas tinham secado antes de chegar perto dos olhos. Aquilo o fez secar."

sountrack: Muse - madness 

Thursday, March 31, 2011

blog virou video cassete

Parece mesmo que a onda dos blogs deu uma baixada. Fazia um bom tempo que eu não escrevia nada aqui.
Agora tem twitter e facebook, que com seus microtextos velozes deixam os blogs comendo poeira.

Isso é a maior prova do imediatismo e da pressa que nos toma hoje em dia. Antes, nos blogs, tínhamos que desenvolver um texto (tudo bem que as vezes as palavras eram simplesmente despejadas nesse caderno virtual), reler e publicar. Agora, qualquer ida a esquina já é motivo de "twittar". E não é que eu esteja reclamando não. É apenas uma constatação.

Bem, eu já aderi ao foursquare que pra mim, ao contrário de muita gente, vejo muita utilidade nessa ferramenta. É como se eu pudesse me lembrar de todos os lugares que eu estive sem ter que recorrer a minha péssima memória e não ficar decepcionado comigo mesmo quando não as acho.

No próximo eu comento um pouco da minha experiência no restaurante week de 2011.

arrivederci

Saturday, August 15, 2009

ciclos

Essa dor é assim mesmo.
Fina e aguda...só tua
se esconder, correr, fugir...não.
ela vai estar ali, dentro do peito

E como resolver? Me conta você

Wednesday, July 29, 2009

vale a pena ajudar

Muito amigo de pessoas que eu considero bastante. Vamos deixar os julgamentos de lado uma hora dessas e pensar que esse brasileiro é um cara do bem. O Gabriel (e olha que eu nem conheço ele) é uma pessoa que eu particularmente me identifico.

http://ajudegabrielbuchmann.blogspot.com/

Se alguém ler esse post e puder ajudar, o faça...

For my friends who do not understand portugues...sorry. I know that all my latest posts were in portuguese but this one in special i had to translate it.

There is a friend of people who I really care that got lost in Malawy. He is a very special human who wants to help people that is in need. So, if you can help or know someone who can, please, do it.

Abs,

Sunday, June 14, 2009

PARA OS PARAENSES QUE AINDA AMAM BELÉM

Recebi na minha caixa de email e resolvi compartilhar...Parabéns Edgar Cardoso! Vamos expor as coisas que não prestam mesmo!!!

PARA OS PARAENSES QUE AINDA AMAM BELÉM
Belém perdeu. Nós podemos ganhar.
Belém perdeu a disputa pela Copa de 2014. Mas não foi só Manaus que venceu. Ganhou a corrupção e a incompetência administrativa. Ganharam os conchavos e a política do “primeiro eu”. E a do “primeiro os meus”. Venceu o trânsito caótico e a desorganização quase cultural em todos os setores. Venceu o “ah... deixa pra amanhã”, a falta de orientação para o trabalho e a satisfação com pouco. Ganhou a mediocridade e a falta de perspectiva, que faz todos os anos centenas de jovens universitários e recém formados irem embora de Belém, disponibilizando seus cérebros para desenvolver outros estados, outros países. Ganhou a saúde desumana e a educação ineficiente. Ganharam os carros com som alto e a música ruim, travestida de manifestação popular, quando é apenas falta de acesso ou referência. Venceu a grosseria dos atendentes. A falta de “por favor” e “obrigado”. Venceram os carros parados no meio da rua, para que seus motoristas possam falar com seus amigos na calçada, esquecendo o direito dos que aguardam atrás deles. Belém perdeu. E em primeiro lugar ficou a violência, antiga conhecida dos bairros pobres e agora já na porta, entrando nas salas em “L” dos apartamentos ricos. Ganharam as ruas esburacadas, que enchem para delírio dos ratos. Venceu a falta de creches, o abandono da infância, a prostituição infantil. Venceu o trabalho escravo doméstico, sob a roupagem de adoção de meninas do interior. Ganhou a enorme diferença social, menor apenas que o tamanho das valas a céu aberto das favelas horizontais da cidade. Ganharam os políticos caricatos e espertalhões, vindos da velha política oligárquica que só ressoa ainda nos mais afastados rincões do Brasil e seus ramais. É, Belém perdeu. Mas tem perdido há muito tempo a vergonha e ganho apenas a naturalidade cínica da indiferença. Venceu o conformismo, o jeitinho “tudo bem”. Venceu a burguesia ignorante e suas crenças no direito divino de mandar e ser servida. Mas também venceram os aproveitadores disfarçados de povo, que usam a massa para obter os privilégios que nunca tiveram. Belém perdeu. E, sobretudo, ganhou a crença de que Belém é “do cacete”, que é uma ótima cidade para morar, com povo acolhedor e amigo, o “Portal da Amazônia”. Não é. É uma cidade violenta, cara, suja, desorganizada, com alto nível de falta de educação, com poucas e mal remuneradas oportunidades de emprego e onde quem não tem um plano de saúde está perdido. Uma cidade que vive muito mais de passado que de história, ébria ainda por áureos tempos da borracha que deram às elites daqui uma patética certeza de nobreza, quando, na verdade, não passa de uma oligarquia ostentadora e interiorana. Belém perdeu. E o que vai acontecer, com toda certeza, é ficarmos mais uma vez cheios do orgulho que tiramos não sei de onde e dizer aos 4 ventos que foi por causa de uma politicagem de “não sei quem”. A típica atitude de perdedor. A forma fácil que temos de enfrentar os problemas. Belém perdeu. Porém, podemos ganhar muito com essa experiência, olhando, pela primeira vez, além do pato no tucupi, do açaí e do tacacá. Temos que perceber agora, não depois, a rota descendente em que se encontra a capital e o estado como um todo. A cidade do abandono, o estado da violência rural e do desmatamento. Temos que votar melhor, pensar mais no coletivo e não no individual. Ler mais, educar mais, trabalhar mais, reclamar mais. Chega dessa postura de rechaçar críticas por pura vaidade em nome de uma história longínqua. E cada vez mais distante, pois a história é escrita pelos vencedores. Vamos mudar Belém e o Pará começando por nossas atitudes, entendendo o direito do outro como tão importante quanto o nosso, valorizando a educação e o saber como principal patrimônio e legado. Chega de ser uma ilha, quando cada cidade hoje é global. A raiz de tudo isso, de todos os problemas, somos nós. Nós é que precisamos mudar como povo. Em 2014 não vamos sediar a Copa. Mas, com certeza, como principal cidade de uma das regiões mais importantes do Planeta, poderemos começar a ganhar o mundo.


Edgar Cardoso.