Parece um post bastante técnico esse mas, não vou me aprofundar nesses temas. Esse post é apenas pra eu relatar o que eu ouvi hoje em uma aula (em outro post eu coloco uma conversa que eu tive com o prof. José Carlos Príncipe).
Será que tudo que é ciência hoje, se torna instrumento de engenharia num futuro não tão distante? E as pesquisa em torno desse tema deixam de ser ciência pra se tornar engenharia, ou seja, a pura aplicação de determinada técnica para resolver problemas em situações e áreas diversa
A questão surgiu pois alguns alunos acharam que as Redes Neurais não funcionam. Bem, ao que parece muita pesquisa foi feita em Redes Neurais de uns anos pra cá e esse paradigma conexionista se consolidou como uma boa ferramente para criação de mapeamentos não lineares (Quer dizer que pesquisa nessa área deixou de ser ciência???) . No entanto, e essa é uma das maiores críticas de alguns usuários, uma Rede Neural não apresenta uma compreensão de como esse mapeamento é realizado, ou seja, resolver ela resolve mas não diz como...
SVM (Supporting Vector Machine) é uma técnica de aprendizado de máquina que indica vetores suporte para se detectar uma superfície de separação entre classes (para o caso de classificação). Mas o maior trunfo dessa técnica, ao meu ver, não é o método de separação utilizado (os vetores suporte) mas a função que é aplicada sobre os dados e que os jogam para uma dimensão maior, onde os dados, provavelmente possam ser linearmente separáveis. Bem, a essa classe de funções é dado o nome de KERNEL. Isso sim é bom!
Não vou entrar na parte mais técnica dessas técnicas de aprendizado de máquina. O que eu quero salientar é: se engenharia é ciência ou qual o limite para ciência se tornar engenharia?
Acredito que pesquisas (aqui estou falando de ciência) em áreas mais consolidadas são mais difícies de serem tocadas em frente mesmo, pois muita coisa já foi feita e o que "sobra" são aplicações para validação do modelo em áreas diferentes da qual o modelo foi proposto. Mas também se alguma coisa for descoberta, colocando em questão velhos paradigmas aí meu amigo, nós temos inovação seguido de uma nova safra de seguidores...
Tive que escrever sobre isso porque estava pela minha cabeça. Antes era um "draft" agora virou um "post".
Tuesday, October 24, 2006
Thursday, October 19, 2006
Friday, October 13, 2006
Ainda bem que tenho saudades...
Esse post já tá prometido e sendo feito há algum tempo. Comecei a escrever ele ouvindo um set do Armin Van Buuren chamado On the beach, sacas né Napa?
No dia 25 de setembro foi pra embora para Paris, um dos meus grandes amigos daqui de Campinas....Marcelo Caetano vulgo Napa Boy!
Calma não se assustem ele é assim mesmo...;)
Maluco, Napa, Brague, Marcelo Caetano, tanto faz. Esse aí é um cara especial pra caramba.
Posso dizer que o apreço que tenho por ele hoje, é resultado de vários momentos bons e ruins que tivemos...É uma amizade lapidada de uma forma gratificante.
Esse post tenta diminuir um pouco essa distância com algumas fotos e lembranças já que agora tu estás aí em Paris.
A primeira vista é possível achar ele um tanto quanto chato ou anti-social e isso se confirma na segunda, terceira, quarta vez e por aí vai...(auhauhahahua).
Conheci quando ele começou a frequentar o LBiC e ficava ouvindo os resultados dos algoritmos de síntese sonora. Que barulho chato da porra!!! Todo mundo ficava se perguntando: "Quem é esse sem-noção que entra aqui, senta sem falar com ninguém e ainda fica fazendo barulhinho com o computador??!!!" Esse era o Marcelo Caetano, orientado do prof. Fernando Von Zuben.
Todo mundo que o conhece tem sempre uma história pra contar..."O maluco é uma figura..." E essa foto aí na piscina?? Queria dar aula seco é?? ahahaha
Foram tantas histórias que eu já passei com essa galera e com o Napa nem se fale. Idas ao Kabana, saídas ébrias da cervejaria, entradas mais ébrias ainda no Brix, conversas sobre sistemas auto-organizados, dinâmicos e complexos, filmes (cada filme que esse cara gosta!!), músicas (muita música eletrônica - dá lhe Paul Van Dyk!!!), minas (aquelas grandes e loiras - outras nem tanto) e sobre a vida...

Sinto falta, como sempre irei sentir dessas pessoas, que como já falei me compõem e servem de inspiração pra refletir nas coisas que virão pela frente, tá ligado?! Admiro muito o jeito de tratar com os mais variados assuntos de forma natural e competente. Não é de se admirar que o cara agora tá no IRCAM, instituto respeitado e renomado de pesquisa de música na França.
É difícil mas ao mesmo tempo super gratificante ver meus amigos indo para os mais diferentes lugares, cada um em busca dos seus sonhos e aspirações. Mas dá uma saudade dos momentos que a gente tava junto...

Quando sentires falta, dá um saque no céu. Aquelas estrelas vão estar sempre lá, aí é só tu pensares e lembrares que sempre estaremos aí, do teu lado. Sei que tu vais estar comigo naquela mesa daqui a uns anos, tomando vinho e falando de ciência também...;)
Um brinde pra ti!!! Com uma bebida que eu sei que tu nem gostas muito. Toda vez que eu vejo uma garrafa de Jack Daniels lembro dos filmitos na tua casa seguido das grandes conversas que tínhamos lá..."Morte as baleias!!!" Xiri!!! (Tudo bem que na foto é um João Caminhador)
Amigão, companheiro, parceiro pra beber, pra discutir, pra chorar, pra rir, pra ouvir, pra aprender...pra viver e conviver. Que tu sempre continues com esse espírito e com esse sorriso de idiota na cara...Esse final é sempre palha. "Choramos quando o corpo não consegue suportar o sentimento, aí transbordamos..."
Lembro que uma vez tu estavas lendo um texto do Oscar Wilde que eu tinha colocado aqui no lab. Te encaixas perfeitamente...
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira e metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos nem adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que 'normalidade' é uma ilusão imbecil e estéril."
Valeu Napa! Tenho sempre o costume de agradecer pelas amizades que eu faço e que me tornam maior...
Esse abraço é com saudade pra caramba. ÉGUA!!
No dia 25 de setembro foi pra embora para Paris, um dos meus grandes amigos daqui de Campinas....Marcelo Caetano vulgo Napa Boy!
Calma não se assustem ele é assim mesmo...;)Maluco, Napa, Brague, Marcelo Caetano, tanto faz. Esse aí é um cara especial pra caramba.
Posso dizer que o apreço que tenho por ele hoje, é resultado de vários momentos bons e ruins que tivemos...É uma amizade lapidada de uma forma gratificante.
Esse post tenta diminuir um pouco essa distância com algumas fotos e lembranças já que agora tu estás aí em Paris.
A primeira vista é possível achar ele um tanto quanto chato ou anti-social e isso se confirma na segunda, terceira, quarta vez e por aí vai...(auhauhahahua).
Conheci quando ele começou a frequentar o LBiC e ficava ouvindo os resultados dos algoritmos de síntese sonora. Que barulho chato da porra!!! Todo mundo ficava se perguntando: "Quem é esse sem-noção que entra aqui, senta sem falar com ninguém e ainda fica fazendo barulhinho com o computador??!!!" Esse era o Marcelo Caetano, orientado do prof. Fernando Von Zuben.
Todo mundo que o conhece tem sempre uma história pra contar..."O maluco é uma figura..." E essa foto aí na piscina?? Queria dar aula seco é?? ahahaha
Foram tantas histórias que eu já passei com essa galera e com o Napa nem se fale. Idas ao Kabana, saídas ébrias da cervejaria, entradas mais ébrias ainda no Brix, conversas sobre sistemas auto-organizados, dinâmicos e complexos, filmes (cada filme que esse cara gosta!!), músicas (muita música eletrônica - dá lhe Paul Van Dyk!!!), minas (aquelas grandes e loiras - outras nem tanto) e sobre a vida...
Sinto falta, como sempre irei sentir dessas pessoas, que como já falei me compõem e servem de inspiração pra refletir nas coisas que virão pela frente, tá ligado?! Admiro muito o jeito de tratar com os mais variados assuntos de forma natural e competente. Não é de se admirar que o cara agora tá no IRCAM, instituto respeitado e renomado de pesquisa de música na França.
É difícil mas ao mesmo tempo super gratificante ver meus amigos indo para os mais diferentes lugares, cada um em busca dos seus sonhos e aspirações. Mas dá uma saudade dos momentos que a gente tava junto...
Quando sentires falta, dá um saque no céu. Aquelas estrelas vão estar sempre lá, aí é só tu pensares e lembrares que sempre estaremos aí, do teu lado. Sei que tu vais estar comigo naquela mesa daqui a uns anos, tomando vinho e falando de ciência também...;)Um brinde pra ti!!! Com uma bebida que eu sei que tu nem gostas muito. Toda vez que eu vejo uma garrafa de Jack Daniels lembro dos filmitos na tua casa seguido das grandes conversas que tínhamos lá..."Morte as baleias!!!" Xiri!!! (Tudo bem que na foto é um João Caminhador)
Amigão, companheiro, parceiro pra beber, pra discutir, pra chorar, pra rir, pra ouvir, pra aprender...pra viver e conviver. Que tu sempre continues com esse espírito e com esse sorriso de idiota na cara...Esse final é sempre palha. "Choramos quando o corpo não consegue suportar o sentimento, aí transbordamos..."Lembro que uma vez tu estavas lendo um texto do Oscar Wilde que eu tinha colocado aqui no lab. Te encaixas perfeitamente...
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira e metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos nem adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que 'normalidade' é uma ilusão imbecil e estéril."
Valeu Napa! Tenho sempre o costume de agradecer pelas amizades que eu faço e que me tornam maior...Esse abraço é com saudade pra caramba. ÉGUA!!
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